A maior herança que os pais podem deixar é a educação dos filhos. Essa é uma afirmação que não deixa dúvidas, no entanto, na hora de tomar decisões importantes, muitos pais podem precisar de ajuda para definir que tipo de educação escolher para auxiliar no desenvolvimento das crianças.

Ao redor do mundo, existem diversos estilos de educação, que diferem segundo hábitos geográficos, religiosos, históricos e culturais. Para ajudar você a definir o estilo que se adequa aos valores da sua família, preparamos  esse post. Continue a leitura para entender melhor!

Educação japonesa

Da tradição milenar japonesa, os valores de educação baseada na família, na afetividade e contato direto da mãe com a criança são fundamentais. Na educação, a mãe exerce um papel fundamental, pelo contato direto e constante com a criança: nos primeiros anos, elas carregam seus filhos em amarrações feitas com tecidos, ao corpo.

Até os cinco anos, a criança é considerada uma espécie de Deus, a que tudo é permitido. Por isso, a mãe aceita tudo que seu pequeno faz, com paciência, carinho e amor incondicional. Na cultura japonesa, essa ideia existe para que a criança sinta-se amada, e não tornar-se mimada.

Esse apego à mãe nos primeiros anos faz com que, mais tarde, a criança se comporte para não decepcionar aquela que é seu maior exemplo.

Entre os 5 e 15 anos, o filho passa a ser como um criado. Ele continua a ser amado, mas começa a aprender regras para conviver em sociedade. A partir dos 15 anos, passa a ser respeitado como um “igual”, e os pais podem considerá-lo um indivíduo bem formado para a sociedade.

Educação dos filhos à francesa

O modo francês de educar sobrepõe as necessidades dos pais sobre as dos filhos. Não que as crianças não recebam atenção, mas os pais não vivem em função delas nem a tratam como se fossem reis.

A começar por aquelas infindáveis perguntas, típicas dos pequenos. Na França, a resposta dos pais costuma ser apenas “não”, sem espaço para negociações.

Pais franceses educam seus filhos de modo a não suspender seus projetos de vida em função da paternidade, que é apenas parte da vida, e não o centro dela. Por isso, não toleram birras, e também não se estendem em argumentações.

Há regras fixas com pouca margem para liberdade e, entre as principais lições, estão ensinar os filhos a lidar com a frustração e não fazer jogos emocionais, especialmente com a comida — que costuma ser um tema difícil para os pais brasileiros.

Educação afetiva

Na prática da educação afetiva, os pais respeitam os filhos como pessoas e seguem uma linha de valorização do ser humano. Eles reconhecem, valorizam e incentivam que eles deixem florescer o seu “lado bom”.

Pais que educam os filhos de forma afetiva dão apoio quando os filhos cometem erros, mas também estão lá quando eles precisam, para estimulá-los e reconhecer seus acertos.

Esse modelo consiste em dar liberdade e orientação para que as crianças façam suas próprias escolhas, de forma consciente e responsável, sabendo arcar com os resultados das escolhas feitas.

A educação afetiva não prega a proteção da criança em tempo integral. Pais que educam os filhos desta forma, geralmente não dão tudo que os rebentos pedem, porque possuem coragem para dizer “não” quando é necessário.

Educação democrática

Nesse estilo, os pais são acolhedores e criam seus filhos enfatizando valores sociais, explicando a base de suas opiniões, para estimular a troca de ideias com as crianças. Contudo, também sabem exigir um bom comportamento e, quando necessário, estão preparados para impor criteriosamente castigos aos filhos.

Esse modelo equilibra o respeito à individualidade da criança com a importância dos valores de convivência em sociedade.

Os filhos são educados já sabendo o que os pais esperam deles. Por sua vez, os pais esperam que eles cumpram seus compromissos, contribuam com vida em família e tenham um bom desempenho na escola e na vida profissional.

Diante das diversas opções mostradas nesse post, é perceptível que cada uma possui uma singularidade, com valores diferenciados. Após conhecer um pouco mais sobre os tipos de educação, você arriscaria dizer qual seria o mais apropriado para usar na educação dos seus filhos? Compartilhe sua opinião nos comentários!